Saúde e Internet das Coisas: quais são os impactos de um sistema de saúde mais integrado e tecnológico?

Imagem de @rawpixel.com por nappy.co 

Você sabia que o Brasil possui um plano de Internet das Coisas (IoT) direcionado para o segmento da saúde? Ele foi desenvolvido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e apresenta diversas oportunidades para um desenvolvimento sustentável e competitivo, com base na implementação de um sistema integrado de IoT.

Uma das questões abordadas nesse plano é o modelo de pagamento da área da saúde – conhecido como pagamento por serviço (fee for service). Esse modelo tem sido vastamente discutido atualmente, pois ele permite que sejam solicitados mais diagnósticos e procedimentos do que realmente se faz necessário. Isso, consequentemente, onera o sistema e acelera a chamada “inflação médica”, que segundo Koike (2020), deve atingir o patamar de 15% ao final de 2020, mas que já gerou despesas de cerca de R$ 160 bilhões no ano de 2018.

Um setor da saúde mais sincronizado proporcionaria uma otimização de tempo, uma maior sustentabilidade financeira aos hospitais e planos de saúde e, por conseguinte, uma maior segurança aos profissionais da área e aos usuários/pacientes envolvidos.

Os benefícios que um sistema mais integrado e tecnológico apresenta é evidente; contudo, propostas de integração centradas na coordenação dos cuidados e na integração dos dados do usuário ainda são incipientes no Brasil (ALMEIDA et al., 2010). Dessa maneira, métodos e processos que prezam pela agilidade, tais como Mínimo Produto Viável (Minimum Viable Product, em inglês), Inovação Aberta e Design Thinking têm um papel essencial na área saúde, com vista a promover processos mais integrados e centrados nos usuários do sistema de saúde.

Espero que você tenha gostado de saber um pouco mais sobre assunto. Em breve, teremos mais artigo sobre IoT e Saúde 🙂

Até mais,

Maria Luísa | Analista de negócios da Olhar 180º

Vanessa Susin| Farmacêutica bioquímica e parceira de negócios da Olhar 180º

Nossas referências

ALMEIDA, Patty Fidelis de et al . Desafios à coordenação dos cuidados em saúde: estratégias de integração entre níveis assistenciais em grandes centros urbanos. Cad. Saúde Pública,  Rio de Janeiro ,  v. 26, n. 2, p. 286-298,  Feb.  2010 .   Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2010000200008&lng=en&nrm=iso. access on  25  Aug.  2020.  https://doi.org/10.1590/S0102-311X2010000200008.

KOIKE, Beth. Aumento de custo médico-hospitalar deve ser de 15%. Valor Econômico, São Paulo, 10 jan. 2020. Empresas. Disponível em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/01/10/aumento-de-custo-medico-hospitalar-deve-ser-de-15.ghtml. Acesso em: 26 ago. 2020.