Ah o Coronavírus!

Um vírus que chegou derrubando certezas e impondo um ritmo diferente para tudo e todos.

O COVID-19 chega para ser a proposta mais disruptiva do século XXI – até o presente momento. Ele conseguiu virar de cabeça pra baixo nossas vidas, relações, trabalho, desejos e aquilo que tínhamos programado para 2020. Tinha festa, novo emprego, viagem, show, estudos, projetos… mas o Coronavírus se proliferou. Estava tudo tão organizado que a vida até parecia um projeto daqueles como no último filme O Pequeno Príncipe, de 2015. Mas aos poucos se aproximou uma doença que se alastrou mundialmente e está propondo interrogações que podem mudar nosso modo de pensar, sentir e agir.

Temos que considerar o lado negativo desta pandemia que vem evidenciar as fragilidades não apenas dos sistemas de saúde, mas de uma sociedade baseada em valores financeiros e que sente medo de entrar em colapso. Uma sociedade que não foi ensinada a não produzir, comprar ou vender e que está na iminência de uma reinvenção para sua manutenção.

E o que essa doença traz de negativo não para por aí. São milhares de óbitos num processo de perda que nem sempre poderá ser sentido integralmente, tampouco, elaborado a nível psicológico pela necessidade de isolamento. Estados de alerta, preocupação, confusão, estresse e a sensação da falta de controle frente as incertezas do momento são esperadas, assim como, medos, angústia, tristeza e irritabilidade.

São dias de desconstruir alguns planejamentos e vivenciar a resiliência em todos os elos das nossas vidas. Com isso, mesmo em meio à pandemia, buscar possibilidades positivas para serem vividas se torna essencial.

E como fazer isso?

Lembrei da terminologia “less is more” ou então, “menos é mais”, proposta pelo arquiteto Ludwig Mies van der Rohe. Ou seja, coisas muito simples podem ser feitas para que você se sinta e possa se manter bem. Afinal, manter uma boa saúde mental em momentos de crises, como a pandemia que estamos vivenciando, é imprescindível.

Ao nosso alcance, dicas que podem fazer diferença na vida, tornando dias de estudo, trabalho e confinamento mais saudáveis e produtivos:

  • Mantenha contato com amigos, familiares e colegas, mesmo que de forma virtual;
  • Reconheça seus medos e receios, conversando com pessoas de sua confiança.
  • Lembre-se das estratégias utilizadas em outros momentos difíceis e que lhe trouxeram uma sensação de maior estabilidade emocional, e repita-as dentro do possível.
  • Faça exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse (exercícios, meditação, leitura, um bom filme, cozinhar uma receita diferente). Lembre-se das coisas que lhe deixam bem e que são possíveis de serem feitas neste momento.
  • Alimente-se de maneira saudável.
  • Se você está sentindo dificuldades profundas na vida familiar, social ou no trabalho, sofrimento intenso, problemas coexistentes como alcoolismo ou outras dependências e depressão, busque atendimento médico ou psicológico – diversos profissionais da área estão atendendo de forma virtual. Nem sempre conseguimos lidar sozinhos com algumas situações.

Por fim, lembre-se sempre de tomar todas as precauções como lavar as mãos, utilizar álcool gel e máscaras sempre que necessário. Permanecer em casa, sempre que possível, evitando aglomerações.

E isso tudo fará com que nossos novos projetos de vida possam ser vivenciados agora e também quando a pandemia se for.

E que nosso pensar, sentir e agir sejam guiados por valores de cuidado às pessoas!

(fonte: Saúde mental e atenção psicossocial na pandemia Covid-19 – recomendações gerais. FIOCRUZ)

Por Débora Brandalise Bueno

Psicóloga

Mestranda Psicologia UCS

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Fontes das imagens:  Hank Williams, Alexas_Fotos, ivabalk, Luidmila Kot por Pixabay