O uso do Design Thinking nos processos de Inovação

Ao trabalharmos com Pesquisa e Desenvolvimento, nos deparamos com diversos métodos de construção de alternativas e estruturação de projetos que precisam ser adequados às necessidades de cada cliente. Quando temos a oportunidade de trabalharmos com Design Thinking – que é uma abordagem e não uma metodologia – percebemos a clareza dos resultados, permeados por ações que atentam à cada detalhe. 

“Design Thinking é um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar informações e ideias, tomar decisões aprimorar situações e adquirir conhecimento” – CHARLES BURNETTE

Charles Burnette é um estudioso americano e uma das maiores autoridades no assunto design thinking que, desde a década de 80, realiza experimentos baseados nessa abordagem prática, que analisa os “problemas” e busca soluções de forma empática, ou seja, inserindo as pessoas no centro do desenvolvimento das alternativas.

O uso do design thinking é uma excelente alternativa para inovar dentro das organizações, pois alinha pessoas e ideias, de forma coletiva e integrativa, partindo do pressuposto que não existe a pressão de um único resultado final, ideal, mas sim a geração de diversas alternativas que devem ser testadas e validadas, a fim de gerar o melhor resultado para determinada situação. 

“Precisamos de novas escolhas – novos produtos que equilibrem as necessidades de indivíduos e da sociedade como um todo […] novas estratégias que resultem em diferenças que importam e, um senso de propósito que inclua todas as pessoas envolvidas […] Precisamos de uma abordagem à inovação que seja poderosa, eficaz e amplamente acessível, que possa ser integrada a todos os aspectos dos negócios e da sociedade e que indivíduos e equipes possam utilizar para gerar ideias inovadoras que sejam implementadas e que, portanto, façam a diferença.” TIM BROWN (livro Design Thinking)

De forma mais prática, podemos validar o processo do design thinking baseado em diversas etapas, que variam sob a ótica de diversos autores estudiosos do tema. Exemplos:

  • 3 passos: Imersão, Ideação e prototipagem;
  • 5 passos: Empatia, definição, idealização, protótipos e testes;
  • 7 passos: Definição, pesquisa, ideação, prototipagem, seleção, implementação e aprendizagem.

Na Olhar 180, acreditamos que as etapas devem ser avaliadas conforme o porte do seu negócio, o tamanho de sua equipe e a profundidade e complexidade dos problemas que busca a solução. Para nós, os passos fundamentais são: imersão > análise > ideação > prototipação. 

Imersão: etapa de entendimento da situação-problema, onde a equipe deverá analisar o contexto sob diversos ângulos. Aqui, uma das maiores (e melhores) características do ser humano entra em ação: a empatia. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, sob a perspectiva do outro – e não a sua. 

Análise: É necessário verificar os dados coletados na imersão, organizando-os dentro de padrões identificáveis, buscando uma lógica para compreensão do problema. 

Ideação: É o momento de, colaborativamente, criar alternativas e soluções, explorando a pluralidade e diversidade das ideias. Ideal para a prática de brainstorm. 

Prototipagem: Usando, por exemplo, a prática do MVP – do inglês Mínimo Produto Viável, ou seja, a versão mais simples de um produto ou serviço, é o momento de propiciar a validação de todo o conteúdo apreendido, colocar na rua a solução desenhada e receber os feedbacks para, aí sim, estruturar a versão final da solução. 

“O design thinking entra no vácuo de eficiência para enxergar novos caminhos através da perspectiva do consumidor final.” ENDEAVOR

E essa é uma abordagem para todo tipo e porte de empresa, basta estar aberto às oportunidades e ao novo. Com certeza sua equipe vai, também, se beneficiar desse processo.

Até a próxima.

Christian Machado

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