Inovar vale a pena?

Por Christian Machado*

Inovação. Notou como este termo tornou-se banal nos últimos tempos? Isso porque, frente às crises, esta parece ser uma solução. E não é pra menos: no mercado competitivo em que encontram-se as empresas, sobrevive aquela que consegue melhor se adaptar às constantes mudanças e se diferenciar dos inúmeros concorrentes. Qual, então, ferramenta melhor do que a inovação?

“Se no jogo de xadrez a grande peça de ataque é a dama, no mercado, a grande peça é a inovação. Inovação coloca as empresas na ofensiva. Reduz custos, aumenta produtividade e proporciona novos mercados consumidores.” (Índice FIEC de Inovação dos Estados – 2018)

Engana-se quem pensa que inovar esteja restrito à revolução do mercado ou à criação de algo ainda não inventado. Pode ir do simples ao complexo em um mesmo projeto – e vice-versa. Envolve a geração de novas tecnologias, processos, produtos e serviços e também pode ser o aprimoramento dos já existentes. 

A inovação acompanha-nos desde os primórdios: na vida nas cavernas, na gestão do fogo, no desenvolvimento da roda…Na presença de qualquer adversidade, inovamos e subimos de patamar na história da humanidade. Hoje, a inovação no contexto das organizações e dos negócios também está ligada à sobrevivência. Inovar é preciso.

“Em um jogo de xadrez, a principal estratégia é antecipar os movimentos do adversário. Se o jogador apenas for um agente passivo, movendo suas peças de acordo com os movimentos do seu oponente, a derrota será inevitável. Assim é o mercado. Estar na defensiva e ser um agente passivo das mudanças tecnológicas não é uma estratégia.” (Índice FIEC de Inovação dos Estados – 2018)

Inovar é, também, projetar o futuro – antecipar tendências e necessidades do mercado. É estratégia, desenvolvimento sustentável, competitividade. Investir em inovação é investir no progresso. Mas, apesar da ciência, da necessidade da inovação para a manutenção de uma organização ou negócio, e até mesmo para o progresso de uma nação, os investimentos neste setor, no Brasil, apresentam-se insuficientes.

Lançado recentemente (24/07/2019), o Índice Global de Inovação (IGI), principal ranking internacional de inovação, coloca o Brasil em 66º lugar em lista dos países mais inovadores. O IGI é uma publicação anual, está na sua 12ª edição e classifica 129 país baseado em 80 indicadores. Em relação ao ano anterior, o país apresenta queda: da 64ª posição para a 66ª. O declínio vem após uma ascensão de 5 posições, entre 2017 (69º) e 2018 (64º), período em que foram investidos 41 bilhões de dólares em Pesquisa e Desenvolvimento.

Ainda que o cenário seja desanimador, a gestão da inovação, com boas práticas de investimento, é capaz de proporcionar avanços competitivos e econômicos fundamentais na continuidade das operações de uma empresa. É um processo cíclico – investir para pesquisar, desenvolver, sobressair-se. E recomeçar.

Para isso, há leis de incentivo fiscal, instrumentos de financiamento, ações transversais e mais. Pesquise, informe-se e acompanhe-me por aqui ou pelas redes e site da Olhar 180º que falarei sobre diversos assuntos relacionados à inovação e à P&D. 

Até a próxima.

*Christian Machado
Diretor de Operações na Olhar 180º

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Referências de pesquisa:

Pesquisa CNI com 100 CEOs – Inovar e Sobreviver nos Negócios 

https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/inovacao-e-tecnologia/inovar-e-sobreviver-nos-negocios-mostra-pesquisa-da-cni-com-100-ceos/

http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/5430/1199500468.pdf?sequence=1&isAllowed=y

https://valorinveste.globo.com/objetivo/empreenda-se/noticia/2019/05/15/quer-empreender-veja-o-ranking-dos-estados-mais-inovadores-do-brasil.ghtml

https://epocanegocios.globo.com/Publicidade/Valor-Investe-ranking-de-inovacao/noticia/2019/07/brasil-cai-no-principal-ranking-internacional-de-inovacao.html

https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2018/12/veja-quais-sao-os-paises-que-mais-investem-no-motor-da-inovacao-brasil-esta-na-lista.html

https://arquivos.sfiec.org.br/sfiec/files/files/Indice%20FIEC%20de%20Inovacao%20dos%20Estados.pdf